XGMA RESERVA US$100 MILHÕES PARA FÁBRICA NO BRASIL

Minas disputa indústria de máquinas de US$100 milhões

Estatal chinesa XGMA avalia a viabilidade dos Estados de Minas e São Paulo para receber o investimento

A fabricante de máquinas XGMA, empresa estatal chinesa, reservou US$100 milhões para construir sua primeira fábrica fora do gigante asiático e escolheu o Brasil como alvo do aporte. Um estudo de viabilidade do negócio aponta Minas Gerais e São Paulo como candidatos a receberem o investimento. O vice-presidente da fabricante de bens de capital, Whuangfu Xiao, está em Belo Horizonte acompanhado de dois diretores de vendas para a América do Sul e Central para apresentar o projeto ao governo estadual. O diretores da TRACTORBEL, representante da marca em Minas, acompanham as negociações.

Conforme Xiao, a intenção da companhia é alocar os recursos gradualmente. Em um primeiro momento, a unidade brasileira operaria com a montagem das máquinas, em regime de CKD. Posteriormente, após a assimilação da tecnologia e com o aumento da participação da empresa no mercado nacional, a planta passaria a produzir com conteúdo nacional e se transformaria em uma plataforma de exportação. A capacidade instalada projetada é de 2 mil máquinas anuais, entre rodoviárias e para a mineração. “Primeiro atenderíamos o mercado brasileiro e a América do Sul. Depois passaríamos a enviar as máquinas também para os Estados Unidos”, disse Xiao.

A XGMA conhece bem o mercado nacional e viu no país a possibilidade de colocar fim a problemas logísticos já que, pela sua posição geográfica, as exportações são onerosas. Xiao disse conhecer os problemas que podem minar a competitividade de uma indústria no Brasil, mas salientou que o país e, especialmente, Minas oferecem boas condições para receber o empreendimento. “Temos aqui bons conhecimentos de tecnologia e disponibilidade de mão de obra qualificada”, observou.

Ele destacou o crescimento do mercado brasileiro e disse que a empresa espera aumentar suas vendas para o Brasil, que ainda são muito pequenas. Em 2011, a empresa comercializou 40.000 máquinas ao redor do globo, sendo que 450 tiveram o Brasil como destino. A XGMA tem 61 anos de mercado e a marca chegou ao Brasil há 2 anos.

Os estudos de viabilidade ainda não foram finalizados e a decisão sobre a localização do investimento depende também de conversas com o governo, que estão sendo intermediadas pelo presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Dinis Pinheiro. Ele tenta agendar para os próximos dias uma audiência no Executivo estadual.

Fonte: Jornal Hoje em Dia – Economia e Negócios – 05/04/2012 – Bruno Porto

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